Abrindo as portas.

Seja bem-vindo(a) ao meu Labirinto!
Aqui criador e criaturas se fundem e confundem até o mais astuto ser. Olhe querendo ver e não tema o que pode ser visto, afinal luxo e lixo diferem em somente uma letra - nem tão diferentes assim. Uma dica: Se perca para se achar. Se ache e pouco se dará a permissão para perder-se. Permita-se as permissões a bem das possibilidades.
Bom mergulho andarilho(a)!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Infante

Infante
A maior possibilidade que a vida nos dá é a de viver.
Aderlei Ferreira
23121843

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A novela da vida segue a vida

Ainda pouco lembrei de algumas passagens da adolescencia. Lembrei que alguns amigos brincavam me chamando de bruxo quando eu acertava alguma previsão acerca do comportamento de alguém.
Falei na época e repito hoje: Não há mistério no que - ainda - faço. Há o "olhar querendo ver e não temer o visto", raciocínio lógico e pura matemática.

Olhar querendo ver e não temer o visto é tirar todas as couraças e olhar aquela situação sem julgo, é estar atento a tudo e a todos e não temer o resultado do que se vê (isso rende livros).
O raciocínio lógico mostra para onde as coisas caminham observando atos, ações e atitudes de cada um.
A mátemática é usada para calcular - em probabilidade - os caminhos mais comuns já usados diante das observações feitas.

Após isso é brincar de achar as peças que montam o quebra cabeça. E se ontem já era super fácil, imagine hoje que o mundo faz questão de expor a si e a outros nas redes sociais.
E não, eu não precisa "fuçar" a vida de ninguém. Tudo cai no seu colo, basta que você esteja disponível para aquelas informações. Vem uma atrás da outra.
Por mais que você esconda ou camufle seus passos, o outro tem necessidade de "se mostrar" e... pronto! Ele te mostra dentro da necessidade dele se mostrar. Ele sinaliza os acontecimentos, ele deixa claro o rumo que a prosa leva. Uma observação atenta aqui, outra ali e, mais uma vez: Bingo! Você acertou não somente todos os passos como o desfecho daquela, tão comum, novela.
E agora? Agora é fazer as previsões para os próximos passos e acompanhar os próximos capítulos. Duvido que eu erre!

Boa semana, povo!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ted Boy Marino - um dos meus idolos

Foi com imenso pesar que acabei de saber do falecimento (transição é um termo mais adequo para o meu coração) do ator Ted Boy Marino.
Puta merda!!! Lá se foi minha sexta-feira. Um luto dolorido, imensamente dolorido.

Uma das coisas que eu amava fazer todos os finais de semana era ir ao "poeirinha" (cinema a uns 3km de casa) para assistir a filmes de karate. Ao final, voltava aquele bando de meninos brigando nas ruas. Golpe a golpe reproduzíamos todo o filme e um ou outro ainda lembrava das falas com exatidão.
A alegria maior vinha quando, de tempos em tempos, a trupe da luta livre, ou melhor, o Telecatch, se apresentava perto de casa.
Numa dessas apresentações eu consegui estar no corredor de saída dos lutadores. O astro maior, Teeeeeeeeeddddd Boooooooyyyyyyyyyyyy... Marino!, vinha atrás de todos. Usava sua capa, botas e aquela sunguinha hoje considerada horrível, mas que na época, muitas vezes imitei.
Todos os meninos gritavam por ele, mas tinha muita gente boa. Nomes estranhos e caras maldosas. Até Pedro de Lara fazia parte da coisa toda junto com Fantomas, Aquiles, Bala de prata, Verdugo, o mascarado e muitos outros.
Depois de passarem todos, ele surgiu. Aquele guerreiro loiro, forte de golpes precisos e aclamado por um coro ímpar.
Todos pediam afagos, tentavam tocá-lo, queriam autógrafos. Ele passava soberano.
Naquele dia eu estava com sorte e ao gritar pedindo as mãos dele, deus Ted me ouviu as preces e... apertou minhas mãos. De quebra ainda ganhei um afago na cabeça.
Voltei para casa em extasy, todos que cruzavam por mim ouviam-me dizer: apertei a mão do Ted! Apertei a mão do Ted!
Em casa, falei daquilo por quase um mês sem parar. Ted era o que havia de mais profundo no imaginário de uma criança.
E hoje, aos 43 anos fico sabendo que Ted transitou. Logo hoje.
Além de triste fico verdadeiramente introspectivo, afinal não é qualquer dia que conseguimos o afago de um verdadeiro guerreiro. E não é qualquer dia que sabemos que menos um quadro da nossa rica infância se vai.

Vai na pax Ted, as crianças lá de cima curtiram, aos montes, seus golpes precisos e sua postura de guerreiro.

Amém!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Auto quixotequiamento

Auto quixotequiamento
Eu, quixote em mim, assumo:
Tu és
minha Dulcinéia - a quem dedico meus versos e a quem busco incessantemente;
Meu Sancho Pança - Um fiel escudeiro a quem prometo ilha para governar;
Meus moinhos de ventos - Os quais olho como gigantes e digladio sem parar.
Minhas estradas: As quais faço-me andarilho e cavaleiro errante em uma triste figura.

Tu és única.
(rendaro: "Gracias a la vida que me ha dado tanto. Olé!")

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Quem (ou o que) você não é?

Por ai, vejo muitas pessoas, sobretudo em perfis de redes sociais, escrevendo que é muito difícil falar de si mesmo. Alegam que um sem fim de pontos para justificar essa posição e o que mais me chama a atenção é que saber quem você é é uma tarefa desgastante e deveras confusa.
Discordo totalmente. Saber quem somos, por mais que não assumimos, é fácil. A dificuldade - ao menos no meu ponto de vista - está em saber quem (ou o que) não somos.
Os psicólogos e palpiteiros de plantão insistem em, ao longo de um relacionamento, criarem "um seu perfil" segundo a visão deles. Entendo, concordo e até aceito que muito dessa visão vem de dados, posturas e até omissões que nós insistimos em dar/possibilitar, mas ainda assim entendo como "abuso de poder" traçar um peril quer nem sempre condiz com a realidade de cada um.
São interpretações de leituras que vão nos atirando seguidas e repetidas vezes que vamos "acolhendo" ao longo do tempo. Até que uma hora aceitamos e até incorporamos aquile perfil como sendo nosso. E é aí que vem a grande confusão mental na hora de escrevermos sobre nós mesmos. O que somos podemos buscar dentro e trazer depois de uma análise, mas o que não somos é mais difícil, pois ñão somos, mas de tanto ouvirmos, de pessoas que supostamente confiamos na visão, nos deixa manchas, reflexos e até luzes ilusórias acerca de nós mesmos.

Até porque se um bom discurso, ainda que vindo de um desconhecido, pode mover multidões imagine se o dicurso, tão bom, for feito por alguém em quem você confia e credita muitas fichas naquela visão?

Acreditar na visão do outro pode nos ajudar a ver a nós mesmos, porém a cada apresentação é salutar avaliar se você realmente é aquilo e ver quais pontos levaram o seu interlocutor a vê-lo assim.

Um outro ponto - que acredito piamente - é que vivemos de fases e em cada uma delas algumas de nossas posturas e visões mudaram significativamente.

Claro que nossa base será, invariavelmente, sempre a mesa, mas ainda assim a cada novo horizonte podemos, sim, mudar de visão e opinião.

Fica a pergunta: Se você é capaz de saber quem você é, consegue saber quem (ou o que) você não é?

Agora eu sei um pouco do que (ou quem) eu não sou e isso é muito bom. Ufa!

Boa semana e já volto com as postagens constantes.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

E a vida?



Todo o mundo tem suas histórias para contar
Se eu contasse as minhas, todo o mundo ia se espantar.

Estou vivo!

domingo, 1 de julho de 2012

Luto o luto

Luto um luto que me faz outro.
Nem melhor, nem pior.
Agora outro. Sendo feito.
Na luta do luto

Aderlei

sábado, 30 de junho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Três Marias

Três Marias
Três Marias - Magna 125, Shadow 600, Suzuki RF 600
No período que morei em São Paulo, tive o prazer de ter três parceiras para toda hora.
Três Marias que nunca me deixaram na mão.
Lucille, a primeira delas, era uma coreana de estilo estradeira e 125cc. O design era o mesmo de uma Harley e para uma 125 ela impressionava.
Como Maria era uma pequeninha marrenta e que adorsva se meter onde não era chamada.
Já quase despenquei da serra que liga Belo Horizonte a Sabará em Minas Gerais. Birita, Blues e Beat. A vida, também, é isso quando estamos de férias e precisando descarregar.
Eu era tão folgado na Lucille que encarava carros possantes em subidas ingremes e nem me esquentava quando ficava para trás.
Na época dessa deusa que passou em minha vida eu usava couro, era barbudão e fazia o tipo.
A história mais louca aconteceu quando resolvi fazer mais de 3.000 quilômetros sobre ela.
O intuito era sair de São Paulo, ir á Campinas e Ribeirão Preto, voltar para Atibaia, Rio de Janeiro, Juiz de Fora e Voltar à São Paulo.
Aconteceram tantas coisas, tantos imprevistos que eu dobrei a quilometragem da viagem.
Sem contar que a parrudinha que nunca deu trabalho resolveu soltar um peça do carbirador que me fazia parar a cada quilômetro até que um caminhoneiro encostou para me ajudar. Algo simples, fácil de resolver, mas que eu não tinha a menor habilidade.
O cara era careca e levei um baita susto quando, nervoso tantando adivinhar o problema, ele se aproximou.
Lucille foi roubada da minha garagem e o mais impressionante foi que de madrugada acordeu com seu ronco e voltei a dormir não suspeitando de nada.
De manhã passei por onde ela ficava, fui à padaria, voltei e não dei falta dela.
Imenso foi o susto ao perceber que ela não estava lá.
É uma dor imensa. Pior que perder namorada para o cara mais feio da escola.

Uma Honda Shadow 600 veio depois dela.
Vagaba era seu nome. A moto tinha tudo para não vingar, mas no entanto nunca me deixou na mão.
Foi a moto que eu mais customizei. Tinha Easy Rider (aquele ferro grandão atras), banco poltrona, descanso para bagagem na traseira, alforges laterais e frontal, guidão reto, retrovisores estilosos e extensor de pedaleira. Um brinco de Rat Chopper.
Paguei super bem nela e ficou comigo uns dois anos.
Com ela fiz várias viagens pelo Brasil e sempre ouvia elogios sobre ela.
Diferente da Lucille, a vagaba nunca caiu.
Sua final era pouca. 140Km não dá para fazer muito, mas algumas vezes rocei pedaleira no chão.
Uma passagem interessante com a Vagaba aconteceu uma vez que um amigo pediu para dar uma volta e passou o dia todo com ela. Quase morri e, ao pensar que a perdi, vi o quanto a amava.

Depois de tantas estradeiras, de tanto ficar para trás casei com Suzi. Uma Suzuki RF 600. Uma clássica fora de linha que era simplesmente maravilhosa.
Excelente final, ótima ciclística e visual de fazer inveja.
Suzi era aquele tipo de menina que não dava mole para qulaquer um. Podia chegar, elogiar, fazer fita que ela ficava na dela. Nada de graça com ela.
A Lucille, apesar de marrenta, era um doce e ia com qualquer um. A Vagaba era aquela porqueira que ninguém queria, mas até que conhecendo melhor dava para se apaixonar. Já Suzi era patricinha, nariz empinado, tudo no lugar e da moda.
Na estrada era fogo na roupa e para acompanhá-la era preciso fôlego. Sobre ela deixei muita gente de cabelos em pé. Fora dela, deixei muita gente babando de inveja.

Essas foram as minhas três melhores meninas. Com elas era preto no branco. Se eu fizesse a manutenção em dia, tinha o melhor delas, se vacilasse, não tinha nada e ficava na mão. Ah se toda mulher fosse assim...

Aderlei Ferreira
305122358

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O poeta e o palhaço

O poeta e o palhaço
Vive, em uma só figura, dois seres iguais.
O poeta e o palhaço.
A diferença entre um e outro é que um usa a caneta e o outro o nariz.

Aderlei Ferreira
305121658

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pensando melhor...

Agradeço a força recebida (não me acreditava tão querido) e pensei melhor: As postagens (tanto de junho quanto de julho) já estão prontas, organizadas, revisadas e programadas. daria mais trabalho suspender que deixar seguir.
Aproveitarei esse mês para curar a ferida e até me inspirar para agosto, afinal assumi o compromisso de postar constantemente até o final do ano e não pode ser uma dor a me fazer parar, pelo contrário, é justamente na dor que melhor escrevo.

Vamos gente, força!

Vultos

Vultos

Nos sonhos de mim mesmo
sou mais forte que o palhaço.
Mais belo que o penhasco.
Mais enigmático que o vulcão.
Mais soturno que os becos a noite.
Mais radiante que o sol na lua.
Nos sonhos de mim mesmo
sou eu. Em mim mesmo.

Aderlei Ferreira
7414512120474

terça-feira, 26 de junho de 2012

E agora?

Quando alguém que a gente ama se vai fica uma dor, um vazio, é uma perda imensa.

Peço desculpas a quem tem vindo ler o blog com frequencia e ficarei off para viver mais esse momento. Essa dor.

Perdido,
Estou de luto.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

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