Abrindo as portas.

Seja bem-vindo(a) ao meu Labirinto!
Aqui criador e criaturas se fundem e confundem até o mais astuto ser. Olhe querendo ver e não tema o que pode ser visto, afinal luxo e lixo diferem em somente uma letra - nem tão diferentes assim. Uma dica: Se perca para se achar. Se ache e pouco se dará a permissão para perder-se. Permita-se as permissões a bem das possibilidades.
Bom mergulho andarilho(a)!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Madalenas

Madalenas

Meti minha mente
mandei mexer mundos
metamorfoseie meus métodos
moldei mulheres

Mudei-me, mesclei-me
muito mais moleque marchei.
mirei musas. Montei;
minha mente masturbei.

- Mestre motivado, mostre mundo!
- Marujo malandro, mostre mastro.
Minha maior marca?
Musas! Madeixas molhadas... móveis!

Modero malhas mentais;
Maestro minhas memórias;
Misturo motivações;
Mostro minhas miragens:


- Marcha Mirian! Márcia manda mesmo.
- Marca Marisa! Move Marcela.
Mesmo merecendo, mesmo marcando
Marina mira mares, Mirian marcha marolas...
..............- Meninas mistificam
..............- Moços mentem
..............- Meninas movem
..............- Moços mudam

Maresia, marolas, mares, marés.
Marianas, Marinas, Marias, Marizas,
Márcias, Mafaldas, Mirians, Marcelas.
Mulheres má(ravilhosas), mas...
.............- Marcha Mirian!
.............- Manda Márcia.
.............- Marca Marisa.
.............- Move Marcela...
.............Matilha! Muralhas!

Minha mente mediava maneiras...
Montava meios, movia montanhas!
Mendigava musas mesquinhas
mantinha miragens movediças.
.............Meninos mandam;
.............Meninas mexem;
.............Meninas mexem;
.............Meninos movem...

Macabra mão manchada!!!
Marcada máscara mantida!
Mamãe! Mesmo mulher...
Merece margaridas. Merece mar.
.............- Maria marcha Mariana
.............- Márcia manda Mércia
.............- Mariza marca Marina
.............- Marcela move Mirian
.............Matilha? Mucamas?!? Motim?

Mulheres minhas!? Meretrizes!
Megeras! Migalhas! Merdes!
Moças meretrizes movem motéis.
Moças mudas movem mastros.
.............Meninas mesclam
.............Meninos mijam
.............Meninas mostram
.............Meninos melam

Medos marcam mulheres.
Mitos mancham musas.
Meios medem maneiras.
Mendigos mandam magnólias.
............Marcha! Manda!
............Marca! Move!
............Mais mulheres!
............Menos miragens...

Madrugadas mostram mentes macabras.
Manhãs mesclam meninas... moças... mulheres...
Mundanas musas! Músicas mudadas... Mudas...
Mundo morto! Mundo mudo! Mudo mundos!
..............Meninas moscas
..............Meninos marsupiais
..............Meninas mariposas
..............Meninos mosqueteiros

Mandei medir!
Mandei mesclar!
Mandei mover!
Mandei melar...
......Mirian!
......Márcia!
......Marisa!
......Marcela!

Madre muito maternal
mediava missas matinais
meu mastro, milagroso,
misteriosamente movia manto...
.........Moços mandam magnólias
.........Moças mandam mensagens
.........Moços mergulham milharais
.........Moças moldam máscaras.

Muito mais moças melavam
manchavam mares, marés
manchavam manias mascaradas
moviam manchas macabras
.........Marcham mulheres!
.........Mandam mudas!
.........Marcam moças!
.........Movem meninas...

Mesmo mentindo, metia.
Mesmo metendo, mentia.
Mesmo manso mentia... Metia.
Mentia, metia mesmo!
..........Meninas masturbam meninas
..........Meninos miram meninos
..........Moças melam moças
..........Meninos mexem meninos

Minha música mesmo?
Mulheres mansas; mudas! Malhas macias.
Meus mares? Musas!
Minha morada? Motéis...
.........Meninas moças
.........Mulheres musas:
.........Matilha! Matilha!

Meu mundo move mares,
mas minha mente move
montanhas, marés.
Meu maior medo? Morrer mudo!
.........Meninas mandam mais
.........Meninos miram menos
.........Mulheres mentem mais
.........Meninos metem menos...

Mire menino:
Mesmo mentindo mandei
minhas marolas, mostrei
minhas miragens.
.......Meninas, moças,
.......mulheres, musas.
.......Muitas músicas...

Mendigo - Mantendo "M"


By ॐAderlei ॐGanoN (usando psedônimo do Templo XV)
04.11.2005

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Foto Sub - Cores, luz.

Muitos se perguntam porque as fotos tiradas, lá embaixo, tem mais azul que qualquer outra cor.
Quanto mais descemos - e mais sem luz ficamos - mais sem cores fica a foto.
Abaixo dos quatro metros de profundidade, os tons de vermelhos são os primeiros a debandarem. Laranjas o seguem sem esperar muito. Dai para frente é só perceber a fila com amarelo, verde, azul e... só fica o cinza (deve achar que é o comandante do navio *sorriso*).

Uma saída que pode ajudar é levar lanterna e "dar uma força" ao flash.

Águas claras e bons mergulhos!

Da série A folha e O Vento: Do deserto de ódio às chuvas de amor.

Da série A folha e O Vento: Do deserto de ódio às chuvas de amor.
Ou
Queria te matar (entre minhas pernas)

E a praga da peste é colocada no deserto mais seco do mundo, logo após é levada para o lugar que mais chove no planeta, depois volta ao deserto.

É colocada no deserto sozinha. Sem nada. Sem alimento.
Sem nada, já disse!
E sobrevive. Alimenta-se somente de ódio.
E sobrevive, pois odiar ainda é a única forma de estar junto.

E sobre. Vive.


AsF276

domingo, 13 de setembro de 2009

Alvorada

Alvorada


Gravita a grávida no grafite
com sonhos de paredão.
Levita a incoerente corrente
do torto pé no chão.

Tintas multicores
borram a barriga
em preto e branco.
É um pranto a florescer.

Amante é trem sem estação.
Locomotiva sem vagão.
Cabine sem maquinista.
Tristeza sem conquista.

Ilumina o som, ouve a luz.
Alisa, pisa, deflora em vão.
O pão é o corrimão do desatino.
Aninha para voar dentro de si.

Nove meses e gritos.
Contrações de colorjet
Dez minutos e riscos.
Maca, desenhos e prece!

Partejou vida ao lutar
Não pensou, em muro vagou.
Rastafari, pés impuros.
Urro, vai gerar!

Agora e sempre: Criar.


Aderlei Ferreira (siGaBh) @}--´--,---
28.03.2006

sábado, 12 de setembro de 2009

Polaridade Invertida

Polaridade invertida

O uçam minha sórdida história.

l ágrimas correm para o mar da dor.
u ivam lobos de uma matilha falida.
t rotei em vão por alimentos meus.
o ntem era o dia. Hoje sol só. Sou Sol só.

d a vida nada levarei. Já enviei o que precisava.
o lhem os sangues que me cobrem o caminho. Muitos.

c ada vítima, cada grito, cada dor. Amei.
a larguei minha mente, vi mais do que era mostrado.
r i e sorri de tudo e todos. Não fui algoz. Fui eu.
r anços são para os fracos. Os fortes, fazem ferramentas.
a lguns astutos, eu, são neutros. Usam ferramentas para não terem ranços.
s alivei cada instante. Degustei cada olhar de pedido.
c ativei a vítima antes do golpe derradeiro.
o lhei em seus olhos e fiz olhar o mundo.

AsF086

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Transando reticências

Transando reticências

...Enquanto a fêmea exala,
Fortuitos encontros paradoxais
Abala os nervos tantãs.
Oh, isso cura num divã.

Beijos- Na palma da mão

Exalada, inalada em si.
respira nervos, inspira
paradoxos. Reflete o
reflexo de seus desejos

Beijos - no pescoço

AsFset2006

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ecos de um amor ensaiado a um.

Ecos de um amor ensaiado a um.


oi, meu amor, tudo bem com você?
oi, meu amor, tudo bem com...
oi, meu amor, tudo bem?
oi, meu amor, tudo?
oi, meu amor!
oi, meu...
oi!
oi, breu...
oi, minha dor!
oi, meu amor, fruto?
oi, seu amor; tudo tem?
oi, breu amor, fruto sem com...
oi, meu pavor, fundo vem com você?

AsF186

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dicas

Dicas
.
.: Saudações a todos :.


Ao desenvolver o exercício de monossilábicos uma das intensões era ampliar o sistema de composição e criação do escritor.

A mente tende a ser morosa quando o assunto é criação. É preciso forçar mesmo, ir além, insistir e... evitar algumas pegadinhas que ela arma para cair no fácil.

Alguns procedimentos podem auxiliar na hora de executar o exercício e compor um trabalho:

1. Evite o vicio em palavras muito usadas

Leia, releia e não se importe em buscar novas palavras. A mente trabalha para gerar soluções rápidas e se agarrará a primeira que vier.
Nem sempre aceite.


2. Se você já domina a estrutura (4433), busque dominar a forma e posteriormente o conteúdo.

Poesia é um delicioso quebra-cabeças (sem o manual da nova ortografia, me desculpem), monte-o observando todos os pontos e passos.
Uma bela poesia incompleta é somente uma bela poesia com lacunas e falhas.
Uma poesia completa além de ser uma boa poesia pode ser a obra prima que abrirá algumas muitas portas para você.


3. Gere clareza

Releia com a intensão de verificar se o exercício está claro. Ouse trocar ordens com a intensão me clarificar para o leitor.

E atente: Estar claro para você não significa, necessariamente, que o estará para outro.
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Abrir mão da arrogancia e abraçar a simplicidade é fundamental para se colocar no lugar do leitor sem, no entanto, substimá-lo.
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4. Respeite as exigências de sua língua.
A um escritor é fundamental dominar o idioma. Ele poderá ousar se dominar, poderá dominar se realmente entender o que - e como - faz.
Existem obras clássicas em que o autor abre mão de pontuações, mas isso é caso isolado e voltado a mestres em seus exercícios de escrita.
.
Só para citar, veja os exemplos com vírgulas:
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"O lugar da vírgula na frase já funcionou como verdadeiro árbitro entre a vida e a morte. No livro “Tudo Sobre a Vírgula”, de J. Ferraz Freitas, há casos curiosos. Consta que um oficial fora condenado, e seu pedido de perdão recebeu a seguinte sentença do rei: “perdoar impossível, mandar para a forca”. Condoída da sorte do moço, a rainha salvou-o com uma simples mudança de vírgula: “perdoar, impossível mandar para a forca”.
.
Noutro exemplo, certo governante, comunicando a revolta da cidade ao seu superior, perguntou-lhe: “devo fazer fogo ou poupar a cidade?”. A resposta foi: “fogo não, poupe a cidade”. No entanto, o telégrafo trocara a vírgula e o telegrama de resposta dizia: “fogo, não poupe a cidade”. E essa sofreu disparos ruidosos de artilharia mortífera.
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(retirado do Recanto das letras, artigo de Eder Parladore, no link http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=polemica/docs/umavidasempontuacao sobre uma escritora que publicou um livro sem pontuação alguma)
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5. Figuras de Linguagem e metáforas
O grande gosto da poesia está no uso das metáforas. Brinque com elas e se permita dizer a que veio utilizando outras formas.
Som de trem, tic-tac de relógio podem ser ótimos para simular agitação, escrever sons pode auxiliar o leitor na compreensão - e viagem - da obra.

6. Ler é tão importante quanto escrever.
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Quer escrever bem? Leia mais ainda!
Não há outro jeito. A leitura constante e a constante sintonia com o que há de mais novo e as bases mais antigas formam um escritor, no mínimo, coerente e dominante das letras.
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(por fim, mas não enfim ou mesmo ao fim)
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7. Exercite sua mente co entendimento.
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Algumas vezes observo novos talentos apenas copiando. Fica bom, mas saber o que se faz é tão melhor quanto fazer bonito.
Viu um novo estilo? O estude!
Procure saber qual a base dele, busque entendimento da estrutura e formação do que leu.
O quanto antes se intere sobre as regras - rígidas ou não - para aquele tipo de composição.
Mudar só depois de dominar, afinal primeiro você é filho e só depois vira pai.
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(voltando ao monossilábico)
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8. Junte letrinhas.
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De modo algum uma obra precisa sair pronta e nem toda inspiração está na obra em si.
Está perdido? Tem uma idéia interesaante?
Arquitete! Projete! Estruture!
No caso de monossilábicos ou tautogramas (obras em que a maioria - ou todas - das palavras iniciam com a mesma letra) separe as palavras que te interessam. Coloque-as no rodapé da página e vá montando suas obras.
Textos e dicionários são ótimos fornecedores de lenha para uma fogueira desse calor *sorriso*.
.
9. Revise!
Sou péssimo revisor, mas sempre aconselho a revisar uma obra.
Um leitor mais exigente para de ler - ou perde o prazer da leitura - quando a obra tem muitos erros de pontuação, língua ou essência.
.
10. Releia as nove dicas acima, interiorize e... faça do seu jeito! *rindo muito*
.
Abraços fraternais,
AsF669

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A morte.

A morte

Cortei os pulsos! Queria matar-me.
Não tive medo. Não tive pena. Cortei.
Inicialmente veio um calafrio, um sentir diferente.
Olhava no espelho. Queria ver cada espasmo de vida ir.
Tontura, ânsia, vontade de morrer. Motivos? Não os tinha e isso
bastava-me para fazer como fiz.
Em pouco tempo vieram a empregada, meu Pai, minha Mãe. Todos
ao berros, todos brigando comigo. Não ouvia. Não queria ouvir.
Eu era assim: Se não gostasse, cortava os pulsos e pronto.
E que me dessem outra boneca para brincar.



---,--'--{@ AsF @}--´--,---
SP, segunda, 08.Mai.2006

sábado, 5 de setembro de 2009

Só. Eu amo.

Só. Eu amo.

Cego em mim, não vejo:
te amo. Mais e, mas.
Te amo. Do centro ao
centro a amo. Não só.

Não por só, só amo.
O que fazer é outra
pernada, outra eitada
nessa apenas amo. E só?

No auge da ignorância,
no ápice do cume do nada,
revelo o terceiro
segredo: Te amo (e só).

Tudo que vier depois
desse fato é história
narrada, vivida e não
ensaiada. E não só.

Porque só a amo
mais que a mim
mesmo em mim.
Só assim: Confuso.


Aderlei Ferreira
03.01.2007

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ecos em definição

Ecos em definição

Seguir em frente. Seguir
horizontes, aos montes.
parir estradas virgens,
curtir por a por do sol.

Sisudo ou mesclado, seguir.
Ir com força e medo (e ecos)
para onde há quem foi.
Para onde todos sonharam.

Cabeça erguida, frio na espinha.
Sem saber o que está por vir.
Cansado de ilusões. Soluções
gerir. Digerir só pensamentos.

Descontente ser. Por que ser
se não estar? Beijar lírios,
cheirar pássaros e pensar em
voar. Nadar na contramão. Seguir.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Homem, menino, ciranda.

Homem, menino, ciranda

Afinal, quem é o lobo que me persegue
nos becos da vida escura e sem?
Bom ou ruim, mal ou mau?
Quem é o bicho que me
papa a noite, senhora?
Quem tem a desfaça
tez de mostrar de
ntes sorrident
es e ainda di
zer: Você sa
be diferen
ciar mau
de mal
Que
m?

AsF?59

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Trocadilhado suicida

Trocadilhado suicida

Vou à rua: Só Tua.
volto só. Com nó.
Vôo à rua: Crua.
volto pó. Sem dó.

caixa de música.
Alta, baixa. Pá!
Caixa de sapato.
Altos passos. Tá.


Construções, Genis.
Zepelins e eu aqui.
O mundo lá e eu aqui.
Aqui e lá. E eu aqui.

Crescentinamente paralelepipedeado.
Proparoxitonalmente incorreto.
Dubietoso e sem acúmulo de verbo.
Eu e mim mesmo nessa bacia de nada.

AsF3047

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